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Planejamento Tributário


Direito Tributário · Planejamento

Pagar o imposto devido, sem pagar a mais. Entenda, de forma legal e segura, onde a sua empresa pode organizar melhor a carga tributária.

Regimes comparados
3
Frentes de análise
6
Pontos de checagem
8
SIMULADOR · 30 SEGUNDOS

Qual regime tende a fazer sentido para a sua empresa?

Faturamento anual aproximado
Como é a margem de lucro?
Há muitos custos que geram crédito (insumos, serviços)?

Indicação genérica e educativa. A escolha do regime depende de uma análise com os números reais da empresa.

Planejar antes de pagar custa menos do que corrigir depois.

Tributos estão entre os maiores custos de uma empresa brasileira. O planejamento tributário é o estudo prévio e legal das alternativas disponíveis para reduzir ou adiar a carga, sem comprometer a segurança jurídica.

Ele é diferente de sonegar: parte da lei, respeita a realidade econômica da operação e é documentado para poder ser defendido em uma fiscalização.

Sinais de que a empresa precisa rever o planejamento.

  1. A empresa cresceu e continua no mesmo regime de tributação desde a abertura.
  2. O faturamento sobe, mas a margem de lucro não acompanha.
  3. Ninguém sabe dizer se há créditos tributários que poderiam ser aproveitados.
  4. Há planos de expansão, fusão ou entrada de investidor.
  5. A reforma tributária gera dúvidas sobre o que muda para o negócio.
01
Comparativo

Simples, Presumido ou Real: o que muda na prática.

Passe o mouse sobre uma coluna para destacá-la. Quadro educativo e simplificado.

Simples Nacional
Lucro Presumido
Lucro Real
Como o imposto é calculado
Alíquota única sobre a receita, por anexo.
Lucro presumido a partir de percentuais sobre a receita.
Sobre o lucro contábil ajustado.
Complexidade
Menor obrigação acessória.
Intermediária.
Maior: exige escrituração robusta.
PIS e COFINS
Embutidos no regime unificado.
Em regra, cumulativo (sem créditos).
Em regra, não cumulativo, com créditos.
Costuma fazer sentido quando
Empresa dentro do limite e com rotina enxuta.
Margem alta e poucos custos dedutíveis.
Margem baixa, prejuízos ou muitos créditos.
02
Regimes e frentes

Cada caminho tem a sua lógica.

Escolha um item para ver a quem costuma servir e o que observar.

Simples Nacional

Regime simplificado, unificado e com limite de faturamento definido em lei, voltado a micro e pequenas empresas.

Pontos de atenção

  • Recolhimento unificado dos tributos em uma só guia
  • Nem todas as atividades podem optar
  • O anexo e a faixa de faturamento mudam a alíquota
  • Em alguns casos, outro regime pode sair mais barato

Lucro Presumido

O imposto sobre o lucro é calculado a partir de uma margem presumida em lei sobre a receita.

Pontos de atenção

  • Costuma ser mais simples que o Lucro Real
  • Pode compensar quando a margem real é maior que a presumida
  • A opção, em regra, vale para o ano-calendário inteiro
  • Atenção ao impacto da receita no cálculo de PIS e COFINS

Lucro Real

O imposto incide sobre o lucro contábil ajustado pela legislação, e é obrigatório para algumas empresas.

Pontos de atenção

  • Costuma ser indicado quando a margem é baixa ou há prejuízo
  • Permite aproveitar créditos de PIS e COFINS no regime não cumulativo
  • Exige escrituração contábil e fiscal mais rigorosa
  • Obrigatório para empresas dentro de critérios definidos em lei

Reforma tributária

A reforma da tributação do consumo (EC 132/2023) criou novos tributos e prevê um período de transição.

Pontos de atenção

  • Acompanhar o cronograma de transição
  • Rever contratos e preços diante dos novos tributos
  • Avaliar efeitos sobre créditos e fluxo de caixa
  • Atualizar sistemas e rotinas fiscais

Benefícios fiscais

Incentivos previstos em lei para determinadas atividades, regiões ou investimentos.

Pontos de atenção

  • Verificar se a empresa se enquadra
  • Cumprir as condições para não perder o benefício
  • Registrar e documentar o uso corretamente
  • Acompanhar mudanças na legislação do incentivo

Reorganização societária

Fusões, cisões e holdings podem reduzir custos e proteger patrimônio quando bem estruturadas.

Pontos de atenção

  • Finalidade econômica real, não apenas fiscal
  • Análise dos impactos tributários da operação
  • Cuidado com o planejamento considerado abusivo
  • Alinhamento com a sucessão e a governança
03
Calendário fiscal

O ano tributário em quatro tempos.

Planejar é antecipar datas. Os prazos abaixo são gerais e variam conforme o regime.

  1. Janeiro

    Escolha do regime

    A opção pelo Simples ou pelo Presumido costuma ser feita em janeiro e vale para o ano. O planejamento precisa vir antes.

  2. Mensal

    Apuração e guias

    Tributos como DAS, PIS/COFINS, ICMS ou ISS e retenções em geral vencem todo mês; conferir a apuração evita multa e juros.

  3. Trimestral

    IRPJ e CSLL

    Nos regimes de lucro, IRPJ e CSLL são, em regra, apurados por trimestre.

  4. Anual

    Obrigações acessórias

    Declarações como ECF e ECD, quando aplicáveis, e a revisão do regime para o ano seguinte.

Quanto a sua empresa pode estar pagando a mais?

Faça uma análise inicial com um advogado tributarista e descubra se há espaço para planejar.

05
Diagnóstico rápido

Sua empresa revisa o planejamento tributário?

Marque o que já acontece na sua empresa. É uma triagem, não substitui a análise de um tributarista.

Diagnóstico tributário

Marque o que a sua empresa já faz.
PLANEJAMENTO EM DIA0%
06
Mito ou fato

O que muita empresa acredita sobre impostos.

Toque em cada cartão para ver a resposta.

07
Como trabalhamos

Do diagnóstico fiscal ao acompanhamento.

Atendimento sob medida para a realidade tributária da sua empresa.

Diagnóstico fiscal

Levantamos regime, faturamento, operações e obrigações atuais da empresa.

Simulação de cenários

Comparamos alternativas legais e seus efeitos, com base em dados reais.

Implementação

Apoiamos a adoção da estratégia escolhida, com os ajustes societários e contratuais necessários.

Acompanhamento

Revisamos periodicamente diante de mudanças na lei e no negócio.

08
Fale com a gente

Peça uma análise do seu enquadramento tributário.

Preencha em um minuto. A conversa continua no WhatsApp com um advogado tributarista.

O que você recebe na primeira conversa

  • Leitura do seu regime e das obrigações atuais
  • Pontos de atenção e oportunidades a investigar
  • Indicação dos documentos para uma análise completa
  • Próximos passos, sem compromisso

Análise preliminar, sujeita à conferência dos dados reais da empresa.

Ao enviar, o WhatsApp abre com sua mensagem pronta. Nenhum dado é salvo neste site.

Sua empresa paga apenas o tributo devido?

Converse com o escritório e entenda se há espaço para planejar. Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto.

09 · Guia completo

Quer se aprofundar? Leia o guia completo.

Conceitos, fundamentos legais e as formas de planejar com segurança.

Direito Tributário

Planejamento Tributário

O planejamento tributário é o conjunto de estratégias lícitas adotadas por empresas e pessoas físicas para reduzir, postergar ou eliminar o pagamento de tributos, sempre dentro dos limites estabelecidos pela legislação fiscal brasileira. Diante de uma das cargas tributárias mais complexas do mundo, contar com assessoria jurídica especializada em planejamento tributário deixou de ser diferencial competitivo para se tornar condição de sobrevivência financeira. O Lopes & Nono Advogados atua na estruturação de operações societárias, na escolha do regime de tributação mais vantajoso e na identificação de oportunidades legais de economia fiscal, sempre com respaldo técnico e segurança jurídica.

1. O que é e como funciona o planejamento tributário

Planejar tributariamente significa organizar, antes da ocorrência do fato gerador, a forma como as operações de uma empresa serão realizadas, de modo a atrair a incidência tributária menos onerosa dentre as alternativas permitidas em lei. Isso difere frontalmente de evasão fiscal (sonegação), que é a prática de ocultar ou fraudar fatos já ocorridos para não pagar tributo devido — conduta tipificada como crime pela Lei 8.137/1990.

Na prática, o planejamento envolve análise de:

Escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme a Lei Complementar 123/2006 e a legislação do Imposto de Renda;

Reorganizações societárias (cisão, fusão, incorporação) com efeitos fiscais lícitos, respeitando os arts. 109 e 110 do Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966);

Aproveitamento de incentivos fiscais setoriais e regionais;

Estruturação de holdings patrimoniais e sucessórias para otimizar tributação sobre herança e sobre a renda.

2. Quando a empresa ou o profissional precisa de planejamento tributário

O momento ideal para revisar a estrutura tributária é antes da abertura da empresa, antes de uma expansão, fusão ou reorganização societária, ou na virada do exercício fiscal, quando é possível migrar de regime tributário. Empresas que apresentam crescimento de faturamento, diversificação de atividades ou expansão para outros estados frequentemente descobrem, tarde demais, que estão pagando tributos além do necessário simplesmente por manterem uma estrutura desatualizada.

Profissionais liberais, sócios de empresas e famílias empresárias também se beneficiam do planejamento sucessório e patrimonial, especialmente diante da possibilidade de aumento da alíquota do ITCMD em diversos estados e das discussões sobre tributação de dividendos no âmbito da reforma tributária.

3. Base legal e limites da elisão fiscal

O planejamento tributário lícito (elisão fiscal) encontra amparo no princípio da legalidade tributária (art. 150, I, da Constituição Federal) e no art. 116, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, que trata da chamada “norma geral antielisão”. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm construído farta jurisprudência sobre os limites entre planejamento legítimo e simulação, exigindo que as operações tenham propósito negocial real e não apenas finalidade de economia fiscal artificial.

Com a promulgação da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023) e a edição da Lei Complementar 214/2025, que institui o IBS e a CBS, o planejamento tributário ganha ainda mais relevância, pois exige das empresas a reavaliação de toda a estrutura de créditos e débitos fiscais durante o período de transição até 2033.

4. Como o Lopes & Nono Advogados atua

Nossa equipe realiza diagnóstico tributário completo da empresa, analisando contratos, operações, regime de apuração e histórico de recolhimentos. A partir disso, desenhamos soluções sob medida, sempre documentadas com pareceres técnicos que resguardam o cliente em eventual fiscalização, demonstrando o propósito negocial legítimo das operações adotadas.

Acompanhamos também a implementação das medidas propostas, o que inclui alterações contratuais, revisão de enquadramento tributário junto à Receita Federal e às Secretarias de Fazenda estaduais e municipais, e o acompanhamento da adaptação à reforma tributária.

Planejamento tributário feito sem propósito negocial comprovável é o motivo mais comum de autuações fiscais bem-sucedidas contra empresas que acreditavam estar dentro da lei.

Atenção

Toda reestruturação societária com finalidade tributária deve ser formalizada com documentação robusta e propósito negocial claro, sob pena de ser desconsiderada pelo Fisco e gerar autuação com multa qualificada.

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Perguntas frequentes sobre Planejamento Tributário

O que é planejamento tributário?

É o estudo prévio e legal das alternativas para organizar a carga tributária da empresa, respeitando a lei e a realidade das operações.

Planejamento tributário é legal?

Sim, quando feito com base na lei e em operações reais. O que é ilegal é sonegar, fraudar ou simular operações para esconder fatos geradores.

Qual o melhor regime tributário para a minha empresa?

Depende de fatores como atividade, faturamento, margem de lucro e despesas. A comparação entre os regimes deve ser feita com os números da empresa.

É possível recuperar tributos pagos a mais?

Em muitos casos, sim. Havendo pagamento indevido ou a maior, existem caminhos de restituição ou compensação, sujeitos a prazos e requisitos legais.

Como a reforma tributária afeta o planejamento?

A reforma da tributação do consumo prevê um período de transição, com mudanças graduais. É importante acompanhar o cronograma e revisar contratos, preços e rotinas.

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